Domingo, Maio 04, 2008
Encerrando os trabalhos
A partir de hoje em http://privatescream.wordpress.com/
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Terça feira foi um dia completamente aleatório.Eu simplesmente tinha esquecido do show do Shellac - também né, terça-feira, ninguém merece - sorte que um amigo me mandou email de manhã avisando que meu nome tava na listinha amiga. Porra, ia perder e ia ficar muito bolada.
Saí do meu trabalho voada pra não perder o horário, não contava em ver a banda de abertura, uma tal de Smack, que eu nunca tinha ouvido nem falar. Enfim, Cheguei lá, encontrei a rapaziada, e o show atrasou sério. Começado o show do smack, já sabia que seria uma merda, um dos integrantes é o careca do ira, que não me lembro o nome. Muita brasilidade, sabe? Muito rock brazuca, chato pra caralho. Show grandaço - e pra pioar, ainda mais, chamaram no palco o Dado Villa-Lobos pra “dar uma palhinha”. Cruzes. Claro, ele fez lá uma guitarra aleatória na medida do possível, mas meu saco tava realmente arrastando e não dava pra prestar a atenção.
Uma galera bem aleatória estava presente lá. Claro, os clássicos estavam marcando sua presença, mas um pessoal novo, cara, tipo, não old school, mas com idade entre 25 e 30 anos jamaz visto na face dos shows.
Acabado o show do smack – graças à Jeová – os próprios caras do Shellac começaram a arrumar o palco. Pra quem não conhece, o Shellac é a banda do sr. Steve Albini que produziu bandas como Pixies, Nirvana ("In utero"), Mogwai, Neurosis, PJ Harvey, High On Fire e Fugazi. Mais recentemente, produziu o álbum The Weirdness do The Stooges, lançado em 2007.
Cara, os caras são muito doidera. O baterista, Todd Trainer é deveras concentrado e metódico. A bateria foi montada por ele mesmo e milimetricamente acertada. Ele é o mais exótico fisicamente falando. Usa uma faixa na cabeça que fica esquisito sim, cara. Mas toca pra caralho. O Albini nem sem fala: o cara é pratecamente a esquisitice-nerde-tosca-foda-mór do moondo. Ele tava de nauru (sério), relógio de calculadora, lenço vermelho no bolso pra limpar o suór. A parada mais aleatória do cara, é que ele prende a guitarra na cintura com a correia, dá duas voltas na carcaça e a guitarra fica pendurada igual a uma pochete. O baixista, Bob Weston era o mais normal e mais sacana de todos. Entre uma música e outra ele repetia: "Any questions?"
Começou o show, e Albini de cara já começa tomando choque no microfone. Eu ri. Com todo respeito, óbvio. Completamente.
Não sei os nomes das músicas todas e menos ainda a ordem, mas as execução de "Steady as Goes" e "Wingwalker" foram sensacionais.
Bom show, valeu a pena esperar a brasilidade na cor.
Só quero que tu assiste aos vídos.
Listen to Interpol
Que merda é essa?
Indies são, basicamente, losers P.I.M.B.A. (Pseudo-Intelectual Metido a Besta & Associados) que realmente acreditam que são alternativos e descolados. Resumindo, são seres iguais que se vestem ridiculamente iguais, escutam a mesma porcaria e ainda se acham alternativos. Na verdade, não existe muita diferença entre Indie, Emo e Otaku, é tudo farinha do mesmo saco. Bandas Indie se vestem com terninhos feitos por qualquer alfaiate bêbado, calças jeans da 25 de março, óculos de aros grossos a prova de balas, All-Star ou Adidas, dizem ser inteligentes e junkies e tocam numa banda antes de aparecer na MTV junto com seus companheiros não assumidos Emos.A maioria dos indivíduos auto-intitulados Indie nos dias atuais foram Emos há, aproximadamente, uma semana atrás. Estas (quase) pessoas se caracterizam por usar óculos de aro grosso e por se acharem muito inteligentes e modernas, mesmo sabendo que não são. Indies acham que ouvem rock, mas na verdade ouvem uma versão ainda mais chata de Emocore.
Para se afirmar "real" na tribo Indie, o mesmo deve eleger como banda preferida uma banda que ninguém mais conhece e dizer que é a melhor coisa do mundo e, se ele conhecer mais pessoas que conheçam a banda, ele a considerará mainstream e elegerá outra banda desconhecida como sua preferida.
Indies têm tendência a glorificar a sua cena alternativa como se fosse o arauto da undergroundinalidade quando, na verdade, são apenas jovens de classe média-alta ouvindo/fazendo música ruim de estilo musicais que não existem e falando bosta o tempo todo. Indies acham que vivem na França ou na Inglaterra.
A maioria dos Indies se acham drogados e adoram posar de alcoólatras (e os que não fumam e/ou bebem gostam de frisar isso pra posar de saudáveis). Indies têm fotologs com fotos de filme e/ou metade da cara e legendas como "so fuckin' speeeeeeeeecial".
Indies, lendo ou não livros de um autor "cult", colocam o nome dele no perfil pra se passar por intelectual e também gravam nomes importantes pra dizer numa conversa com outros Indies pra se passarem por intelectuais.
Indies usam o orkut desde 2004 e MySpace desde 2005.
As mulheres Indie geralmente são feias e usam maquiagem carregada; além disso, elas têm o costume de mostrar os pés nas fotos, ou com um all-star, ou com as unhas pintadas de vermelho (porque é "super moderno"). No geral, se não for feio o bastante não entra para a comunidade indie.
Indies são posers e a maioria diz que fumar é cool, mesmo que não suportem nem a fumaça do cigarro. Além de querer parecer drogados, também querem ter problemas psicológicos. A DEPRESSÃO é um clássico, mas a patologia da moda agora é a bipolaridade. Distúrbio fácil de ser fingido: é só ser antipático numa metade do dia e blasè na outra. Aqui temos um exemplo Indie perfeito, que ressalta também a atitude blasè, retirado diretamente de um fotolog real:Quando a bipolaridade passar, eu volto. Pode ser que passe amanhã ou não.
Indie
Indies têm uma presunçãozinha chinfrim (até na presunção eles são posers) e se acham a última bolacha do pacote, se sentindo a nata cultural da sociedade quando tagarelam sobre seus temas típicos: Nietzsche, Beethoven, Stanley Kubrick ou Aldous Huxley.
E fica a eterna Questão Tostines: um indie é um emo mais chato, ou um emo é um indie mais gay?

Marcadores: Alexi Murdoch, Bob Mould, Chris Walla, Dallas Green, Jens Lekman, Mr Hudson and The Library